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INSTITUTOS FORMADORES
SISTEMAS HUMANOS - NÚCLEO DE ESTUDOS E PRÁTICA SISTEMICA: FAMÍLIA, INDIVÍDUO, GRUPO S/S. LTDA.
Rua Indiana, 1188 – Brooklin – CEP. 04562-002 –
Cidade: São Paulo UF: SP
Fone (11) 5505-8911 e 5506-5241 Fax (11) 5505-8911
E-Mail: sistemashumanos@sistemashumanos.org
C.N.P.J: Nº 04.789.852/0001-60
EQUIPE
Adriana Mattos Fráguas
Denise Mendes Gomes
Dilson Cesar Marum Gusmão
Eliete Teixeira Belfort Mattos
Janice Rechulski
Marcos Naime Pontes
Sandra Fedullo Colombo
Suzanna Amarante Levy
Coordenadores
Adriana Mattos Fráguas
Denise Mendes Gomes
Dilson Cesar Marum Gusmão
Eliete Teixeira Belfort Mattos
Janice Rechulski
Marcos Naime Pontes
Sandra Fedullo Colombo
Suzanna Amarante Levy
Realizamos reuniões periódicas para discussão, avaliação e execução de projetos. Formamos comissões e elegemos coordenadores em torno dos projetos realizados em equipe.
Corpo Docente:
Adriana Mattos Fráguas
Psicóloga clínica, Terapeuta de casal, família e individual. Interlocutora do Projeto Família-estudo e pesquisa, Membro da Diretoria da APTF - Associação Paulista de Terapia Familiar (2002/2004).
Denise Mendes Gomes
Psicóloga clínica, Doutora e Mestre em Psicologia Social - Instituto de Psicologia – USP, psicoterapeuta de adultos, casais, famílias e grupos, consultora institucional, Sócia Titular da APTF, Membro da Diretoria 2007-2009 da FLAPAG - Federação Latina de Associações de Psicanálise Grupal, Membro do Laboratório de Estudos em Psicologia Social da Religião/USP.
Dilson Cesar Marum Gusmão
Educador, psicodramatista, terapeuta de casal e família arteterapeuta. Interlocutor institucional para projetos sócio educativos em grupo, com famílias, crianças e adolescentes/ mediador de leitura/ contador de histórias/ Sócio titular da APTF.
Eliete Teixeira Belfort Mattos
Terapeuta de família e casal, coordenadora do projeto família-estudo e pesquisa, coordenadora geral do Conselho Deliberativo e Científico da ABRATEF - Associação Brasileira de Terapia Familiar. Presidente da APTF - (2002/2004).
Janice Rechulski
Psicóloga clínica, terapeuta especializada em Sistemas Humanos: indivíduo, casal, família e grupo. Professora de terapia familiar da UNIP - Universidade Paulista, Sócia Fundadora da APTF.
Marcos Naime Pontes
Terapeuta Familiar e de Casal. Sócio titular da APTF. Médico-Psiquiatra formado pela UNIFESP Universidade Federal de São Paulo. Psiquiatra da equipe do Hospital Dia em Saúde Mental do Largo 13 de Maio. Preceptor da residência médica em psiquiatria do Hospital Municipal do Campo Limpo.
Sandra Fedullo Colombo
Terapeuta especialista em sistemas humanos, interlocutora clínica e institucional, co-fundadora e professora do Sistemas Humanos, coordenadora da Ponto de Encontro e da Equipe de Pesquisa, co-autora do livro `Papai, mamãe, você e eu?`, organizadora do livro `Ainda existe a cadeira do papai?`, presidente da APTF (1998-1999), membro do Conselho Deliberativo da ABRATEF (1997-2001), presidente da ABRATEF (2004-2006).
Suzanna Amarante Levy
Psicóloga Clínica, Terapeuta individual, Casal e Família. Mestre em Psicologia Clínica - Família e Comunidade PUC-SP, Membro da diretoria do CEAF, Membro do programa de psicologia familiar da FISESP. Interlocutora do projeto Família - estudo e pesquisa, Sócia titular da APTF, Membro da diretoria da APTF (2000 a 2002).
Professores Convidados
Marcia Zalcman Setton
Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia Clínica – Família e Comunidade PUC-SP, Professora convidada do Sistemas Humanos, Terapeuta individual, casal e família, Co-organizadora e co-autora do livro “Ainda existe a cadeira do papai?”, Sócia Titular da APTF, Membro do Programa Psicologia da FISESP (Bait).
Vivien Bonafer Ponzoni Psicóloga, Psicodramatista- Instituto Sedes Sapientiae- S.P., Docente - Supervisor pela FEBRAP, Supervisor de Estágio pelo CRP - 6ª Região, Terapeuta de Família e Casal- PUC- S.P,
Coordenadora do Núcleo de Psicodrama de Casal e Família na Ass. Brasileira de Psicodrama e Sociodrama- S.P, Formadora no Inst. Sistemas Humanos- Sorocaba- S.P.
Histórico da Instituição
Fundado em 2000, o Sistemas Humanos nasceu após longo período de gestação. Cada membro de nossa equipe traz na bagagem histórias de encontros e desencontros, de participar para aprender, de juntar-se e separar-se. Procuramos estar coerentes com as permanentes exigências evolutivas de nossa época através da formação e da pesquisa. Buscamos construir e desenvolver um espaço transdisciplinar para o trabalho teórico-clínico junto a famílias no tecer de novas redes sociais de significação e convivência.
Vimos participando e colaborando com a APTF e a ABRATEF através da participação nas gestões diretivas e consultivas, da participação nos Congressos Brasileiros, nas Jornadas Científicas e das reuniões bianuais de Formadores, seja como participantes, seja como organizadores.
Objetivos da Instituição
I. Promover cursos de:
a) Formação de Terapia Familiar
b) Capacitação em Mediação
c) Formação em Práticas Sistêmicas
d) Módulos de Aperfeiçoamento em Terapia Familiar, Mediação e Práticas Sistêmicas.
II. Prestar atendimento em terapia a casais, famílias, crianças e adolescentes da comunidade;
III. Prestar atendimento gratuito em mediação aos indivíduos que estejam vivendo situações de conflito em suas relações de casal, de família ou institucional;
IV. Desenvolver projetos de atendimento e pesquisa em parcerias com Instituições Públicas e Privadas;
V. Promover a publicação de materiais relacionados com as áreas de atuação do Instituto;
VI. Promover contatos, intercâmbios e acordos de cooperação com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras para fomentar o desenvolvimento social;
VII. Executar, contratar ou apoiar programas, projetos e ações no âmbito de seu campo de atuação, visando a melhoria de um conjunto de aspectos da vida das populações nas áreas de meio ambiente, trabalho e geração de renda, melhoria de indicadores sociais, fortalecimento da identidade cultural e elevação dos níveis de respeito aos direitos humanos e de participação democrática dos cidadãos;
VIII. Contribuir na formulação e/ou aperfeiçoamento de políticas públicas para a saúde pública e mental, visando a incorporação paulatina das novas gerações no processo de desenvolvimento;
IX. Constituir e participar de outras pessoas jurídicas; participar de órgãos, comissões e outras formas de associação, tanto públicas como privadas, com finalidades correlatas ao seu campo de atuação;
X. Celebrar contratos, convênios, termos de parceria, acordos e quaisquer outras formas de obrigar ou manifestar vontade, com pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, sociedades de economia mista, entidades paraestatais, consórcios, associações, sociedades e demais entidades, civis ou personalidade jurídica, relacionados ao seu campo de atuação;
XI. Organizar arquivo, biblioteca, banco de dados, videoteca ou outros sistemas de informação especializados nas áreas relacionadas ao seu campo de atuação;
XII. Captar e gerir recursos destinados a viabilizar o desenvolvimento das ações pertinentes à sua proposta de atuação e aos seus objetivos sociais.
Programa do curso
Tempo de duração do Curso em anos: 3 anos.
Carga Horária do Curso: 624 horas no total.
Periodicidade das aulas: semanais (4 horas).
Horas de Supervisão: 184 horas.
Seminários teórico-clínicos , jornadas científicas e FOTs : 440 horas.
Atividades de estudo e pesquisa: mínimo de 300 horas.
Apresentação
O presente curso dará ênfase a uma abordagem que privilegia a natureza relacional do sofrimento psíquico, oferecendo ferramentas teóricas e técnicas adequadas ao trabalho realizado junto a famílias.
Compreendemos o indivíduo como um sistema em constante inter-relação e interdependência com os sistemas nos quais se insere. O curso enfatiza o sistema familiar, abordando os diversos momentos do ciclo vital da família, as dimensões hierárquicas das relações familiares, questões de poder e de gênero, os diferentes padrões de organização da família na metrópole, tendo como meta oferecer às diferentes áreas disciplinares instrumentos teóricos e técnicos para o manejo com as famílias em suas atuações profissionais. Abordaremos as distinções necessárias entre instituições particulares e públicas e a necessidade de conceber uma rede social que abranja a família e estes dois modelos institucionais.
Objetivos:
Refletir sobre a natureza dos processos de individuação e interação na família.
Instrumentalizar o aluno com elementos técnicos que contribuam para a intervenção junto a famílias.
Permitir a apropriação pelo aluno de elementos teóricos que sustentem a compreensão da estrutura
e dinâmica das famílias e de sua articulação com outras instituições na formação de uma rede de
suporte global aos indivíduos que delas participam.
Público alvo:
Psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, profissionais da área do direito, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais que atuem junto à rede pública ou em instituições particulares seja na área da saúde, da educação ou da justiça.
Número de vagas: serão oferecidas 16 vagas em cada turma.
Inscrições através da entrega de: Currículum Vitae; auto-biografia e ficha de inscrição preenchida.
PROGRAMA
Os conteúdos do programa serão trabalhados de forma a respeitar o processo de construção e reconstrução do significado de cada grupo podendo, portanto, ser apresentados em seqüências variadas.
Temas a serem trabalhados ao longo dos seis semestres.
São temas centrais na formação do terapeuta familiar, que serão trabalhados ora de forma implícita, ora na forma de conteúdo programático.
1. Estudo de casos a partir da prática do aluno: Versões múltiplas de mundo e “multi-versa”.
2. Orientação histórica: a família trigeracional.
3. Os processos reflexivos (Andersen).
4. Abordagens narrativas e processos de reconstrução do significado.
5. Construtivismo e construcionismo social.
6. Auto-referência e ressonâncias: condição de toda experiência.
Primeiro semestre.
Debruçar o olhar sobre nossa maneira de pensar, permitindo identificar como as nossas noções de mundo adquiridas e consolidadas ao longo da vida interferem na percepção do novo.
Iremos estudar qual a epistemologia que sustenta a abordagem construcionista social e suas implicações para as relações.
Através de autores precursores da terapia familiar e de autores que estudaram a evolução das idéias no campo da terapia familiar iremos apresentar um breve histórico desta abordagem.
Objetivos específicos.
Ultrapassar o pensamento focado no indivíduo e em processos intra-psíquicos, incluindo o olhar para
o contexto e as relações a partir da auto-referência.
Conhecer o processo histórico de construção desta abordagem e algumas de suas práticas e
conceitos inaugurais.
Compreender a família como um sistema de relações, desmistificando a família vivida como referência
para todas as famílias.
Principais temas a serem trabalhados.
1. A ciência contemporânea emergente: da simplicidade à complexidade das relações.
2. Circularidade, espiral dialética e a retro-alimentação evolutiva: regras, padrões e a noção de
função.
3. Deutero-aprendizagem, ou aprender a aprender
4. Introdução à visão sistêmica: histórico e fundamentação teórica; Teoria Geral dos Sistemas; a
família como sistema; morfogênese e morfoestase: quando fala o circuito corretivo.
5. Tudo é dito por um observador.
6. Decorrências do fechamento do sistema nervoso.
Segundo semestre:
Com o foco na auto-referência, iremos trabalhar o que parte de cada um e sua implicação com os processos relacionais nos quais se insere. Procuraremos permitir ao aluno um mergulho na experiência de ver a si próprio como um observador que inclui no que observa a maneira como foi tocado pela experiência com o outro. Iremos estudar os processos de individuação (Bowen), de percepção (Maturana, Watzlawick) e de reflexão (Vasconcelos, Andersen).
Objetivos específicos.
Conquistar a percepção de que cada um de nós constrói a realidade a partir de si mesmo, da
maneira como vê o mundo e das relações em que está inserido.
Construir a idéia de processos de mudança ao longo do ciclo vital e de individuação através das
relações.
Principais temas a serem trabalhados.
1. Auto-referência e determinismo histórico.
2. Diferentes discursos sobre a família.
3. Tentativas de tipificar as famílias.
4. Conceito e preconceito: Família saudável e família disfuncional.
5. A família contemporânea: dos modelos aos arranjos.
6. A família e as negociações do dia a dia: gênero, conjugalidade, parentalidade.
7. Whitaker, o modelo simbólico experiencial e a batalha pela estrutura.
8. Teoria do apego e relações familiares.
9. Padrões de apego e processos de individuação.
Terceiro semestre.
Preparando para o início dos atendimentos clínicos, este semestre irá focar o processo terapêutico e o papel do terapeuta familiar como co-construtor neste processo.
Iremos enfatizar a reflexão sobre a importância das perguntas e da postura do terapeuta no processo de constituição do espaço terapêutico.
Objetivos específicos.
Refletir sobre a importância e as características dos processos comunicacionais para a construção e
o desenrolar das relações.
Permitir ao aluno a apercepção de suas ressonâncias em situações de observação, conversação e
atendimento clínico.
Contribuir para que o aluno possa identificar suas “portas de entrada” em situações clínicas a partir
da observação dos encontros de sua história com as histórias trabalhadas em aula.
Principais temas a serem trabalhados.
1. Comunicação e modelos de interação na família: impossibilidade de não comunicar.
2. Paradoxos relacionais e comunicação patológica nas famílias.
3. O visível e o invisível na família: aspectos conscientes e não conscientes da interação familiar.
4. Esquismogênese e a mútua determinação: complementaridade e simetria
5. A abordagem estrutural da família.
6. Sintoma como função: redefinição e ampliação.
7. Organização familiar e rede de relações.
8. O sistema de crenças na família: missões, legados e mitos familiares.
9. Auto-referência e duplo vínculo recíproco: o pensamento de Mony Elkaïm.
Quarto semestre.
Com o início dos atendimentos clínicos, esse semestre é marcado pela aprendizagem da equipe reflexiva, da co-terapia, da supervisão simultânea com espelho direcional. A ênfase recai sobre a observação das ressonâncias despertadas pela situação clínica, pela situação grupal e pela relação com os interlocutores clínicos.
Objetivos específicos.
Ocupar o lugar de terapeuta, seja como terapeuta de campo, seja como membro da equipe reflexiva. Aprender a refletir a partir da narrativa das famílias, formulando perguntas a partir das hipóteses
clínicas construídas.
Consolidar a experiência das relações fraternas e horizontais entre pares, explorando sua riqueza e
possibilidades através da construção de pontes entre a experiência atual e as pregressas.
Principais temas a serem trabalhados.
1. Os segredos na família e as funções paterna e materna.
2. Mitos familiares e processos de diferenciação na família.
3. Sistema de lealdades na família: o livro de débitos.
4. Metáfora e objeto metafórico na terapia: o sintoma como porta de entrada.
5. Questionamento circular e redefinição de contexto.
6. Como falar com as crianças? Como convidá-las a participar? Como compreender a linguagem que
constrói com sua brincadeira?
7. Os desafios do silêncio e das reticências dos adolescentes: aprendendo a ser monossilábico.
8. A rede social como contexto: ampliação do sistema terapêutico.
9. A função fraterna e suas relações no processo de individuação.
10. Desenvolvimento das relações horizontais a partir da fratria.
11. Dinâmicas complementares e simétricas entre irmãos: quando um é tudo de bom e o outro é tudo
de ruim.
Quinto e sexto semestres.
Esse é o período de amadurecimento das experiências clínicas, com ênfase maior nos atendimentos a famílias e a introdução do atendimento ao casal. Os temas trabalhados partem das situações requeridas pela própria clínica, que apresenta problemas a serem conhecidos e aprofundados no sentido de permitir aos alunos estarem aptos a lidar com as questões trazidas pelas famílias e casais atendidos.
Objetivos específicos.
Compreender a linguagem do encontro terapêutico com diferentes famílias, problemas, faixas etárias
e momentos do ciclo vital.
Conhecer a dinâmica dos casais e os desafios do trabalho com eles.
Experimentar os diferentes caminhos clínicos nascidos das ressonâncias de cada qual no encontro
com cada família ou casal atendido.
Consolidar a valorização da ressonância como caminho para a verdade que une terapeutas e famílias
ou casais atendidos.
Aprofundar o estudo de situações-problema específicas.
Principais temas a serem trabalhados.
1. Como romper o ciclo sintomático.
2. Segredos dos casais e mitos conjugais.
3. A família e as questões jurídicas: violência, poder e controle.
4. Acompanhando o luto das famílias.
5. Transições da família: continuidade e mudanças no ciclo de vida.
6. A crise do casal na modernidade.
7. O casal: limites do encontro e da autonomia.
8. O casal colusivo e a transgeracionalidade.
9. O casal, o sistema de lealdades e os sentidos das traições.
10. Flexibilidade e rigidez na relação entre o sistema conjugal e fraternal.
11. Sistemas familiares que dificultam ou impedem a constituição de novos casais.
12. Violência nas relações familiares: entre irmãos, entre pais e filhos, no casal, na família extensa.
Seminários teórico-clínicos.
A cada semestre haverá um seminário teórico-clínico com duração de 8 horas que contará com a participação de vários formadores da equipe do Sistemas Humanos.
Os seminários serão abertos a todos os alunos e ex-alunos. Os cursos subseqüentes dividirão os seminários com as turmas precedentes, o que acarretará uma inversão na ordem de realização dos seminários.
A partir do segundo semestre do curso haverá um sábado de FOT a cada semestre (com duração de 8 horas) até que todos os alunos tenham realizado seu genograma. Só poderão participar do FOT os alunos de um mesmo grupo. Caberá à equipe indicar o formador que irá coordenar cada encontro de FOT e procuraremos priorizar formadores que já tenham tido contato com os alunos, dada a natureza do trabalho a ser realizado.
Ao todo, serão 11 sábados ao longo dos três anos de curso.
I Seminário: A linha do tempo da história da terapia familiar.
Objetivos:
1. Realizar um ritual de entrada dos alunos novos através de uma vivência.
2. Introduzir os alunos a algumas das principais escolas que deram início ao movimento da terapia
familiar: Whitaker, Minuchin, Andolfi e Haley.
Didática:
1. Uma vivência trabalhando os recursos de cada um dentro de uma visão novo-paradigmática.
2. Realizar simuladas em que os formadores adotem um dos modelos a serem estudados no papel de
terapeutas da família encenada.
3. Trabalhar as ressonâncias dos modelos e dos fenômenos relacionais entre os alunos.
II Seminário: Ressonâncias e duplo-vínculos terapêuticos.
Objetivos:
1. Preparar para o início dos atendimentos clínicos.
2. Consolidar uma visão novo-paradigmática a partir do construcionismo social.
3. Contribuir para a apropriação da auto-referência como condição de toda observação.
Didática:
1. Ilustrar o trabalho com a auto-referência através de um filme do próprio Mony conduzindo uma
supervisão.
2. Trabalhar o conceito de auto-referência através do entrelaçamento dos conceitos de Maturana,
Varela, Prigogine, Watslavick (A realidade Inventada) e Mony Elkaim.
3. Realizar simuladas trabalhando a emergência do observador a partir da auto-referência.
III Seminário: A teoria do apego.
Objetivos:
1. Apresentar os principais aspectos da formação de vínculos de apego: seu desenvolvimento normal
e patológico.
2. Permitir ao aluno identificar a qualidade do apego nos grupos familiares atendidos.
3. Realizar um exame dos modelos de apego desenvolvidos ao longo da vida pelos alunos.
Didática:
1. Realizar uma vivência que permita a cada aluno experimentar e distinguir seu próprio padrão
predominante de apego.
2. Apresentação dos principais conceitos concernentes à teoria do apego.
3. A partir de situações tipo ou casos clínicos, discriminar e analisar os padrões de apego
encontrados.
IV Seminário: O construtivismo, o construcionismo social e novas narrativas.
Objetivos:
1. Contribuir para a apropriação dos conceitos teóricos.
2. Permitir ao aluno vivenciar o efeito de suas contribuições aos sistemas de que faz parte.
3. Promover uma reflexão ativa sobre manutenção e mudança nos sistemas relacionais.
Didática:
1. Apresentação dos conceitos a serem consolidados e elaboração em pequenos grupos de trabalho.
2. Vivência enfocando o desenrolar dos processos interativos a partir do foco nas próprias
intervenções: Como contribuo para a manutenção dos sistemas em que me insiro?
3. Trabalhar com perguntas, metáforas e jogos que promovam novas narrativas, ou: Como posso
contribuir para uma mudança nos sistemas em que me insiro?
V Seminário: A formação e as transformações do casal: desafios e ressonâncias.
Objetivos:
1. Estudar o processo de formação do casal, os duplo-vínculos amorosos envolvidos nesta
formação e a noção de escolha amorosa.
2. Compreender a natureza das dinâmicas relacionais no casal parental, no casal amoroso e na
relação entre eles.
3. Permitir ao aluno a identificar os paradoxos envolvidos em suas próprias escolhas amorosas.
Didática:
1. Através do uso de cenas de filmes e letras de música mobilizar os alunos para o tema do casal,
convidando a mergulhar em suas próprias histórias de amor.
2. Analisar as situações trabalhadas a partir dos conceitos teóricos que nos auxiliam na compreensão
das dinâmicas de manutenção e transformação dos casais.
3. Construir novas narrativas acerca do tema tratado entrelaçando com a teoria.
VI Seminário: Desmistificando a monografia.
Objetivos:
1. Reduzir a ansiedade frente à escritura do trabalho final de curso.
2. Realizar um treino de escrita.
3. Promover a apropriação por cada aluno do tema escolhido.
Didática:
1. Uma oficina de escrita lúdica que promova a descontração frente à atividade proposta.
2. Apresentação do tema escolhido por cada aluno e das etapas já cumpridas.
3. Criar um espaço de troca que permita identificar os aspectos auto-referentes na escolha dos
temas.
Avaliação.
A cada ano o aluno deverá apresentar um trabalho final de curso.
Ao final do primeiro ano será apresentada uma segunda versão de sua “auto-biografia”, agora enriquecida com todo o aprendizado do primeiro ano de curso.
Ao final do segundo ano será entregue um trabalho que apresente as ressonâncias na relação com os autores estudados: Meu encontro com os autores.
Ao final do terceiro e derradeiro ano cada aluno deverá apresentar publicamente sua monografia em data a ser marcada e que coincidirá com o ritual de formatura.
A cada atendimento cada aluno deverá elaborar e entregar um relatório de atendimento clínico ilustrando suas ressonâncias com a família atendida: como me encontrei com esta família e com o sistema terapêutico. Cada aluno entregará tantos relatórios quantos forem os atendimentos que tiverem início. Mesmo os casos que eventualmente durem apenas uma sessão merecerão um relatório de cada aluno.
A cada semestre o aluno será avaliado conceitualmente e realizará uma avaliação do curso e dos professores.
Metodologia:
Com o foco na pessoa do terapeuta ao longo de toda a sua formação iremos trabalhar a dinâmica do grupo procurando estabelecer pontes entre a teoria e a experiência pessoal e clínica de cada qual. Utilizaremos como disparadores aulas teóricas, seminários preparados pelos alunos, filmes, role-playings, simuladas, workshops, genogramas, FOTs, supervisões simultâneas em sala com espelho unidirecional.
A adoção dessa metodologia visa os seguintes objetivos:
Formar profissionais especialistas em terapia de casal e família, através de trabalho artesanal em
turmas de até 16 alunos.
Focar o trabalho na pessoa do terapeuta, enfatizando a utilização dos recursos internos como
recursos terapêuticos.
Qualificar o potencial grupal como disparador da compreensão sistêmica dos processos relacionais
familiares, grupais e institucionais.
Proporcionar ao futuro terapeuta familiar um espaço reflexivo de aprofundamento teórico-clínico e
supervisão do trabalho prático com famílias.
Critérios para admissão no curso
Dirigido a: bacharéis em ciências humanas, ciências biológicas ou ciências médicas que tenham na sua prática profissional envolvimento com contextos familiares.
Os alunos se comprometem a complementar sua formação através de cursos e psicoterapia segundo orientação dos formadores.
Critérios para conclusão do curso
Realização dos três anos de curso com pelo menos 80% de presença nas atividades, realização do genograma pessoal, atendimento em co-terapia com supervisão simultânea em sala com espelho unidirecional e equipe reflexiva (pelo menos um atendimento como terapeuta de campo e quatro atendimentos como membro da equipe reflexiva), participação em Congressos e Jornadas científicas ao longo do curso, apresentação e defesa da monografia totalizando 624 horas.
Titulação conferida aos alunos que se formam
Terapeuta de Famílias e Casais.
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